Há 30 anos, o Oasis encerrava fim de semana histórico em Knebworth
- Kika Mesquita

- há 2 dias
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Em 11 de agosto de 1996, o Oasis subia ao palco de Knebworth Park, na Inglaterra, para a segunda e última apresentação de um fim de semana que entraria para a história do rock britânico. Ao todo, 250 mil pessoas — 125 mil por noite — assistiram à banda nos dias 10 e 11 de agosto. Mas um número ainda mais impressionante ajuda a dimensionar o fenômeno: mais de 2,5 milhões de pessoas tentaram conseguir ingressos para os shows.
A procura foi gigantesca. Estima-se que o número de interessados fosse suficiente para que o Oasis tocasse em Knebworth por cerca de 20 noites consecutivas. Os 250 mil ingressos disponíveis para as duas apresentações se esgotaram rapidamente, em um momento em que a banda vivia uma ascensão extraordinária.
Apenas dois anos antes, o Oasis havia lançado seu álbum de estreia, “Definitely Maybe”. Em 1995, “(What's the Story) Morning Glory?” ampliou o fenômeno em escala mundial, impulsionado por músicas como “Wonderwall”, “Don't Look Back in Anger”, “Some Might Say” e “Champagne Supernova”. Quando chegou a Knebworth, o grupo já ocupava o centro de uma das fases mais marcantes da música britânica dos anos 1990.
O tamanho da programação também refletia a importância daquele fim de semana. Além do Oasis, passaram por Knebworth nomes como The Prodigy, The Chemical Brothers, Manic Street Preachers, Ocean Colour Scene, The Charlatans e Kula Shaker. Na segunda noite, em 11 de agosto, Cast, Dreadzone, Kula Shaker, Manic Street Preachers e The Charlatans estiveram entre as atrações que antecederam o Oasis.
No palco, Liam Gallagher, Noel Gallagher, Paul “Bonehead” Arthurs, Paul “Guigsy” McGuigan e Alan White apresentaram um repertório que reunia algumas das músicas que haviam transformado a banda em um fenômeno. “Columbia”, “Acquiesce”, “Supersonic”, “Some Might Say”, “Slide Away”, “Morning Glory”, “Cigarettes & Alcohol”, “Wonderwall”, “The Masterplan”, “Don't Look Back in Anger” e “Live Forever” estiveram no set daquela noite.
O segundo show ainda reservou uma participação especial. John Squire, guitarrista do The Stone Roses e uma das grandes referências de Noel Gallagher, juntou-se à banda em “Champagne Supernova” e permaneceu no palco para “I Am the Walrus”, dos Beatles, no encerramento da apresentação.
Knebworth acabaria se tornando muito mais do que dois grandes shows. As imagens da multidão diante do palco se transformaram em um retrato do auge do britpop e, principalmente, da dimensão que o Oasis havia alcançado em pouquíssimo tempo.
Décadas depois, aquele fim de semana continuaria sendo revisitado. Em 2021, chegou aos cinemas o documentário “Oasis Knebworth 1996”, dirigido por Jake Scott e construído a partir de imagens das apresentações e das lembranças de fãs que estiveram no local. Os registros dos shows também deram origem ao álbum ao vivo “Knebworth 1996”.
Trinta anos depois, os números continuam difíceis de imaginar: 250 mil pessoas estiveram em Knebworth, enquanto mais de 2,5 milhões tentaram conseguir um ingresso. Em 11 de agosto de 1996, quando o Oasis deixou o palco após a segunda noite, Knebworth já havia se tornado um dos capítulos definitivos da história da banda — e uma das maiores demonstrações do tamanho que o fenômeno Oasis alcançou nos anos 1990.





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