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Rei do Rock: há 49 anos, o mundo se despedia de Elvis Presley

Foto do escritor: Kika Mesquita
Kika Mesquita
16 de ago.
3 min de leitura

Foto: Reprodução/ Getty Images
Foto: Reprodução/ Getty Images

Em 16 de agosto de 1977, o mundo recebia a notícia da morte de Elvis Presley. Aos 42 anos, um dos artistas mais importantes e populares do século XX era encontrado inconsciente em Graceland, sua mansão em Memphis, nos Estados Unidos. Sua morte provocou comoção imediata e levou milhares de fãs às ruas próximas à propriedade para prestar as últimas homenagens.


Elvis já era uma figura gigantesca havia mais de duas décadas. Nascido em Tupelo, no Mississippi, em 8 de janeiro de 1935, ele cresceu cercado pela música gospel e pelas sonoridades do sul dos Estados Unidos. Quando começou a gravar profissionalmente, na década de 1950, encontrou no rock and roll — resultado do encontro de influências do blues, rhythm and blues, country e gospel — o terreno para construir uma carreira que mudaria definitivamente sua vida e a cultura popular.


Sua primeira gravação pela Sun Records aconteceu em 1954. Pouco depois, Elvis chamaria atenção não apenas pela voz, mas pela maneira de se apresentar. Seus movimentos no palco, considerados provocadores para os padrões conservadores da época, causaram controvérsia e ajudaram a transformá-lo em um fenômeno entre os jovens.


A explosão nacional veio em 1956. “Heartbreak Hotel” chegou ao topo das paradas americanas, enquanto aparições na televisão colocavam Elvis diante de milhões de espectadores. Naquele período, músicas como “Hound Dog”, “Don’t Be Cruel” e “Love Me Tender” consolidaram seu nome e fizeram dele um dos principais rostos da ascensão do rock and roll.


O sucesso ultrapassou rapidamente a música. Elvis também construiu uma extensa carreira no cinema e, após um período dedicado principalmente aos filmes durante os anos 1960, protagonizou uma das grandes retomadas de sua trajetória com o especial televisivo de 1968, posteriormente conhecido como “Comeback Special”. Vestido de couro preto e novamente diante de uma plateia, ele reafirmou a força que tinha como intérprete ao vivo.


Nos anos seguintes, Elvis estabeleceu uma longa temporada de apresentações em Las Vegas e continuou realizando grandes turnês pelos Estados Unidos. Em 1973, protagonizou “Aloha from Hawaii via Satellite”, apresentação transmitida internacionalmente e que se tornou outro marco de sua carreira.


Por trás do sucesso, porém, seus últimos anos foram marcados por problemas de saúde e pelo uso de medicamentos prescritos. Mesmo enfrentando dificuldades físicas cada vez mais evidentes, Elvis continuou se apresentando. Seu último show aconteceu em 26 de junho de 1977, em Indianápolis, menos de dois meses antes de sua morte.


Na tarde de 16 de agosto, Elvis foi encontrado inconsciente em Graceland e levado ao Baptist Memorial Hospital, onde sua morte foi oficialmente confirmada. No dia seguinte, milhares de pessoas se concentraram diante da mansão para se despedir do cantor.


Quase meio século depois, os números, as imagens e as músicas ajudam a explicar apenas parte da dimensão que Elvis Presley alcançou. Sua importância também está na maneira como ajudou a levar o rock and roll ao grande público em um momento decisivo de sua formação — embora a história do gênero tenha raízes profundas na música negra americana e conte com pioneiros fundamentais que vieram antes e ao lado dele.


Elvis não inventou o rock and roll, mas tornou-se um de seus maiores símbolos. Sua voz, sua presença de palco e o impacto provocado por sua chegada à cultura de massa contribuíram para mudar a relação entre música, juventude e comportamento.




 
 
 

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​Por: Kika Mesquita

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