Há 49 anos, o Talking Heads lançava seu primeiro álbum


Quando “Talking Heads: 77” chegou às lojas, em 16 de setembro de 1977, David Byrne, Tina Weymouth, Chris Frantz e Jerry Harrison ainda estavam no começo de uma história que ganharia dimensões muito maiores nos anos seguintes. O primeiro álbum, porém, já apresentava vários dos elementos que fariam o grupo se destacar dentro de uma cena musical em plena transformação.
Naquele momento, Nova York vivia uma intensa movimentação em torno de casas como o CBGB, onde diferentes bandas encontravam espaço para desenvolver novas sonoridades. O Talking Heads fazia parte daquele ambiente, mas seu som seguia um caminho difícil de encaixar em uma única definição. Havia rock, minimalismo, ritmos dançantes e uma maneira pouco convencional de construir melodias e letras.
Foi também nesse disco que o público conheceu “Psycho Killer”. Escrita antes mesmo da formação definitiva do grupo, a música acabou se tornando um dos maiores clássicos de sua carreira. O repertório ainda incluía “Uh-Oh, Love Comes to Town”, “Pulled Up”, “Don’t Worry About the Government” e “Tentative Decisions”.
O álbum não representava, porém, o limite do que o Talking Heads faria. Era o primeiro capítulo de um período marcado por mudanças constantes. A partir dali, a banda avançaria por diferentes referências, incorporaria funk, ritmos africanos e experimentações eletrônicas e construiria trabalhos como “More Songs About Buildings and Food”, “Fear of Music” e “Remain in Light”.
A evolução também levaria o grupo a “Speaking in Tongues”, de 1983, que trouxe “Burning Down the House”, e ao celebrado filme-concerto “Stop Making Sense”, dirigido por Jonathan Demme e lançado no ano seguinte.
Quarenta e nove anos depois, ouvir “Talking Heads: 77” é voltar ao ponto de partida de uma banda que ainda tinha muito a explorar — mas que, já em seu primeiro disco, mostrava uma identidade difícil de confundir com qualquer outra.





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