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Há 36 anos, o Alice in Chains lançava “Facelift” e ajudava a abrir caminho para a explosão de Seattle

  • Foto do escritor: Kika Mesquita
    Kika Mesquita
  • há 15 horas
  • 2 min de leitura

Foto: Reprodução/ Getty Images
Foto: Reprodução/ Getty Images

Em 21 de agosto de 1990, o Alice in Chains lançava “Facelift”, álbum de estreia que apresentou ao grande público uma das bandas mais importantes surgidas em Seattle. Nesta sexta-feira (21), o disco completa 36 anos mantendo um lugar de destaque na história do rock dos anos 1990.


Lançado pela Columbia Records, “Facelift” chegou antes da explosão comercial que transformaria Seattle no centro das atenções da música mundial. Naquele momento, nomes como Soundgarden, Nirvana e Mudhoney já movimentavam a cena local, enquanto o Alice in Chains começava a levar sua combinação de guitarras pesadas, melodias sombrias e harmonias vocais para um público cada vez maior.


A formação responsável pelo álbum reunia o saudoso Layne Staley nos vocais, Jerry Cantrell na guitarra e nos vocais, Mike Starr no baixo e Sean Kinney na bateria. A identidade construída pelos quatro já aparecia de maneira bastante definida no primeiro trabalho, aproximando elementos do heavy metal e do hard rock da atmosfera que posteriormente seria associada ao grunge.


Entre as 12 faixas estão “We Die Young”, “Sea of Sorrow”, “Bleed the Freak”, “Love, Hate, Love” e, principalmente, “Man in the Box”. A música se tornou fundamental para ampliar a projeção do grupo, ganhou forte exposição na MTV e levou o Alice in Chains à sua primeira indicação ao Grammy, na categoria de Melhor Performance de Hard Rock.


O sucesso de “Facelift” também colocou a banda em posição de destaque antes mesmo de o grunge se transformar em um fenômeno comercial em 1991. O álbum chegou ao 42º lugar da Billboard 200 e ajudou a mostrar que havia algo importante acontecendo em Seattle antes de “Nevermind”, do Nirvana, levar aquela cena definitivamente ao centro da cultura popular.


Mais do que simplesmente apresentar o Alice in Chains, “Facelift” estabeleceu elementos que continuariam presentes nos trabalhos seguintes: o peso das guitarras de Cantrell, as harmonias entre sua voz e a de Staley e uma atmosfera densa que diferenciava a banda de muitos de seus contemporâneos.


Dois anos depois, o grupo lançaria “Dirt”, frequentemente apontado como sua obra mais emblemática. Mas muito do que tornaria o Alice in Chains uma referência do rock dos anos 1990 já estava registrado em “Facelift”.


Passados 36 anos, o álbum permanece como o início de uma discografia que ajudou a definir uma época — e como o registro de uma banda que encontrou uma identidade própria antes mesmo de o mundo voltar os olhos para Seattle.


 
 
 

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​Por: Kika Mesquita

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