Buddy Holly, um dos pioneiros do rock and roll, completaria 90 anos neste 7 de setembro
- Kika Mesquita

- há 5 horas
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Uma carreira de poucos anos foi suficiente para colocar Buddy Holly entre os nomes fundamentais dos primeiros passos do rock and roll. Nascido em 7 de setembro de 1936, em Lubbock, no Texas, o músico completaria 90 anos nesta segunda-feira (7).
Holly surgiu em uma geração que ajudava a consolidar o rock como um novo fenômeno da música popular. Ao lado dos Crickets, encontrou sua identidade ao misturar elementos do country, do rhythm and blues e do rockabilly, além de assumir um papel que se tornaria cada vez mais comum nas décadas seguintes: o artista que cantava, tocava e também escrevia boa parte do próprio repertório.
Foi nesse período que apareceram músicas como “That’ll Be the Day”, “Peggy Sue”, “Oh, Boy!”, “Maybe Baby” e “Not Fade Away”. Mais do que uma coleção de sucessos, seu trabalho ajudou a popularizar uma configuração que se tornaria clássica nas bandas de rock: duas guitarras, baixo e bateria. Holly também explorava as possibilidades do estúdio de gravação em uma época em que esse tipo de experimentação ainda estava começando a ganhar espaço no gênero.
A influência chegaria diretamente à geração seguinte. Os Beatles tinham Buddy Holly entre suas referências — e até a escolha de um nome relacionado a insetos, seguindo a ideia dos Crickets, é associada à admiração pelo grupo. Já os Rolling Stones gravaram “Not Fade Away” no início da carreira e transformaram a composição de Holly e Norman Petty em seu primeiro single a entrar no Top 10 britânico.
Tudo isso aconteceu em um intervalo surpreendentemente curto. Buddy Holly morreu em 3 de fevereiro de 1959, aos 22 anos, em um acidente aéreo após uma apresentação no Surf Ballroom, em Clear Lake, Iowa. Também morreram no acidente Ritchie Valens e J.P. “The Big Bopper” Richardson.
Em 1986, Buddy Holly esteve entre os primeiros artistas incluídos no Rock & Roll Hall of Fame. Nove décadas depois de seu nascimento, sua importância ajuda a dimensionar o tamanho do legado deixado por um músico que teve pouco tempo de carreira, mas participou diretamente da construção da linguagem que o rock levaria adiante.





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